
Anteontem à noite, ia eu lampeiramente (apesar de já estar atrasado) pela rua, rumo aos meus compromissos, quando reparo numa rapariga, por sinal até bonita (embora pudesse beneficiar de um banhito de loja), a sair de um prédio. Ia tão apressada que deixou cair as chaves, vindo estas a deslizar pela calçada até junto dos meus pés.
Como cavalheiro que sou (e juro pela minha sinusite que não foi por ser gira), baixei-me prontamente para apanhar as chaves. Apesar de eu ter sido mais rápido, baixámo-nos praticamente no mesmo instante.
No entanto:
O tempo não parou...
O mundo não se fechou em tons de preto e branco...
Os nossos corações palpitantes não desejaram sincronismo...
Os nossos olhos não trocaram um pestanejar cúmplice...
Os deuses não nos empurraram, um para os braços do outro.
Aquela bardajona mal educada não só não foi capaz de agradecer, como nem sequer esboçou a porcaria de um sorriso.
Estúpida. Para a próxima não só não apanho as chaves, como sou capaz de, sem querer, deixar que o meu pezinho as envie oito metros mais para a frente.
Num blog
Sem comentários:
Enviar um comentário